WP Batalha Final 7 – Antevisão e Prognósticos
Há 10 horas
A PAIXÃO DO FUTEBOL
Uma grande exibição italiana, orientada por Cesare Prandelli que conseguiu aniquilar todo o poder alemão. Os italianos foram superiores, mais inteligentes, e dominaram o encontro, perante uma desorientada Alemanha. O resultado fez-se na primeira parte, com Balotelli a mostrar que quando quer, é um fenómeno ao apontar dois belos golos, aos 20 e 36 minutos. Na segunda parte, a selecção aproveitou, em parte, o desatino a defesa alemã, criando várias oportunidades flagrantes de golo, porém, falhando na finalização. Até foi a Alemanha que marcou, mesmo ao cair do pano, aos 92 minutos, com Ozil, de grande penalidade a reduzir o marcador.
Aqui vai esta tardia ronda de O Jogador X
O sonho de 10 milhões desabou tristemente quando no último penalty, o remate de Fabregas teve a estrelinha e depois de esbarrar o poste, acabou por beijar a rede de Rui Patrício. Antes, Moutinho e Bruno Alves tinham desperdiçado, à semelhança de Xabi Alonso para la roja. Por isso, a decisão estava nos pés de Cesc, que com a pontinha de sorte, colocou os espanhóis na final. Mas para isto, nostros hermanos tiveram que suar muito, pois encontraram uma equipa portuguesa extremamente bem organizada com uma grande alma que banalizou esta selecção espanhola. O jogo foi muito equilibrado, com a Espanha a assumir a despesa do encontro, mas sem haver oportunidades quer de um lado, quer do outro. O nulo no marcador arrastou-se durante os 90 minutos, durante a outra meia hora, e depois veio as grandes penalidades com o desfecho infeliz que já todos conhecemos.
Paulo Lopes regressa ao clube que o formou. O Benfica contratou o experiente guarda-redes de 33 anos, que estava em final de contrato com o Feirense. O jogador que ingressou na luz enquanto juvenil e que esteve no plantel sénior dos "encarnados" de 97 a 99 e em 2001/2002, assinou um vinculo para as próximas duas temporadas, e já referiu à Benfica TV que é um orgulho enorme regressar e que vê esse regresso como um novo desafio na carreira: « É uma emoção e uma alegria muito grande. Depois de ter sido formado neste Clube e após dez anos de ausência do mesmo, é com muito orgulho e satisfação que regresso». O novo guardião da Luz, ainda recordou a sua passagem no plantel sénior do Benfica, onde falou da aprendizagem que teve com Michel Preud'homme: «Foi com enorme prazer que trabalhei duas épocas com ele. Foi até hoje, para mim, dos melhores guarda-redes que passou pelo Benfica. Na altura era o melhor do Mundo. Quando trabalhava ao lado dele tentava aproveitar o mais possível. Tentei sempre observar o máximo possível das coisas boas que ele fazia. Consegui retirar algumas coisas e tenho posto tudo isso em prática», chutou o experiente guarda-redes.
O Futebol está de luto. Morreu Miki Roqué, vitima de um cancro pélvico que em 2011 já o tinha obrigado a desistir dos relvados. O jogador espanhol tinha 23 anos e pertencia aos quadro do Bétis de Sevilha.
Esperava-se mais deste encontro. A Espanha, mal viu-se a vencer, aos 19 minutos numa grande cabeçada de Xabi Alonso, colocou-se a trocar a bola, a fazer o seu "tiki-taka" habitual. Parecia um meioinho, onde os franceses corriam atrás da bola sem nunca a conseguir pegar. Ribery foi o rosto mais inconformado, mas não conseguiu mudar o chip desta apática França. O jogo até tornava-se aborrecido, e raramente havia um lance de maior perigo. As poucas vezes que foram chamados, os guardiões responderam com qualidade. O segundo golo espanhol chegou mesmo em cima dos 90 minutos. Foi mais uma vez Xabi Alonso, desta feita de grande penalidade. Estavam desfeitas as esperanças francesas.
Durante a primeira parte, o jogo foi só de um sentido: a baliza grega. A Grécia apenas tentava sair em contra-ataque, e pouco consegui fazer deste modo. Foram várias as oportunidades que os germânicos tiveram, e os gregos bem podem agradecer aos seus deuses marcador ao intervalo estar apenas 1-0. Valia um grande golo do capitão, Lahm, aos 29 minutos. Ao intervalo, Fernando Santos mexeu na equipa: saiu Ninis e Tzavellos, para entrar Gekas e Fotakis. E, mais uma vez, o treinador português esteve em grande nas substituições. Aproveitando o relaxamento alemão, a Grécia tornou-se mais atrevida, e conseguiu chegar ao, surpreendente, empate aos 55 minutos. Foi Samaras que concluiu um bom contra-ataque dos helénicos. Mas, o golo sofrido acordou os alemães, que deixaram-se de "paninhos quentes" e em pouco tempo acabaram com todas as esperanças dos gregos. Khedira aos 61', num grande remate de primeira, Klose aos 68' de cabeça, e Marco Reus, num potente remate aos 74' concluíram a goleada alemã. Ainda antes do apito final, Salpingidis, de grande penalidade deu mais uma prenda a um país que bem precisa.
Nome Roberto Rivelino
1975, 1976
1977 Fluminense
Intensidade esta que a "equipa de todos nós" adquiriu no segundo tempo. Nesta segunda parte, Portugal executou um massacre total, que deixou a Republica Checa intimidada e sem resposta. Era principalmente através de Ronaldo que Portugal desequilibrava, e o golo parecia cada vez mais provável. Porém, Peter Cech ia evitando o golo, com um leque de defesas de grande calibre. Quando não era Peter Cech, era os ferros a salvar. Parece surreal, mas Cristiano Ronaldo voltou a acertar no poste, desta vez de livre directo. Malditos Postes! Já é a quinta vez neste Euro que a nossa alegria esbarra neles! Mas, não houve nem Cech, nem poste que travasse o cabeceamento de Ronaldo, depois de notável trabalho de Moutinho, a 10 minutos do final. Foi a explosão de alegria no estádio, foi a explosão em Portugal, foi a explosão de alegria em cada lugar que houvesse um português a agitar aquela bandeira onde o vermelho e verde esbarram numa esfera cor de oiro.
Neste grupo A, o grupo com menos qualidade da prova, foram as duas equipas que "ressuscitaram" que vão marcar presença na fase seguinte. A Grécia vai enfrentar a Alemanha, enquanto a Republica Checa, e já se sabe, vai enfrentar a nossa selecção.
O Grupo B foi considerado o grupo da morte. Independente do que acontecesse, uma das selecções favoritas iria ficar pelo caminho. A Alemanha, por semi-finalista do Mundial 2010 e finalista do Euro 2008, e a Holanda por ter sido finalista do Mundial de 2010, entravam com mais responsabilidades e com mais favoritismo para a qualificação. Portugal iria discutir taco a taco com estas duas selecções o acesso à fase seguinte, embora com menos pressão e responsabilidade. A outra selecção era a Dinamarca, que na fase de apuramento foi primeira do grupo de ... Portugal. Começando pela Alemanha, a selecção orientada de Joaquim Low foi eximia e irrepreensível. Fez o pleno, venceu os três jogos: 1-0 frente a Portugal, 2-0 frente à Holanda e 2-1 frente à Dinamarca. Aliás, esta foi a primeira das três derrotas da selecção holandesa. Aquela que era uma das grandes favoritas ao titulo, acabou com 0 pontos, sendo a grande desilusão da competição. Logo, o titulo pelo 2º lugar foi entre Portugal e Dinamarca. Todavia, a "equipa de todos nós" não deu hipóteses ao vencer os outros dois jogos, à própria Dinamarca e à Holanda. A equipa dinamarquesa acabou por ficar em terceiro lugar, com uma vitória e duas derrotas.
No Grupo C não houve surpresas. Os grandes favoritos, Itália e Espanha, passaram à fase seguinte. Mas, a Croácia deu muita luta, e talvez se não tivesse sido um erro do árbitro, os croatas estavam na fase seguinte em detrimento da formação espanhola. No primeiro jogo, a Croácia venceu a Republica da Irlanda e aproveitou o empate entre italianos e espanhóis para chegar ao primeiro lugar. Na segunda jornada, os croatas empataram com a Itália, enquanto a Espanha derrotou a Irlanda, deixando tudo em aberto para a última jornada. Na última ronda, a Itália não desapontou e venceu a Irlanda, enquanto que a Espanha num jogo muito equilibrado, acabou por derrotar a formação "axadrezada" mesmo em cima dos 90 minutos, num jogo em que a Croácia viu-lhe um golo ser mal anulado. Uma última palavra para a Republica da Irlanda, que apesar de não ter tudo um único ponto, disputou os jogos sempre com garra, alma, vontade e fair-play.
No último grupo de Euro, a selecção que ficou em terceiro lugar também têm razão de queixa da arbitragem. Quando Inglaterra e Ucrânia discutiam o segundo lugar, eis que a equipa anfitriã introduz a bola dentro da baliza adversária, mas o árbitro fechou os olhos. O golo não bastava para seguir em frente, mas relançava o jogo todo e ficaria a bastar apenas um golo. A verdade é que a Inglaterra acabou por vencer por 1-0, e juntando a mais uma vitória (sobre a Suécia) e um empate (sobre a França) qualificou-se em primeiro lugar do grupo. Qualificou-se em primeiro lugar, porque a França, depois de ter empatado com a Inglaterra e de ter vencido a Ucrânia, foi surpreendentemente derrotada pela Suécia. Foi a única vitória da Suécia, que nos outros dois jogos contou com duas derrotas.
A Suécia entrou para este jogo sabendo que já não podia seguir em frente, mas ainda assim, fez questão de terminar com um ar da sua graça. Por outro lado, a França só dependia de si para terminar em 1º lugar do grupo.
Mas antes disto, a Ucrânia tinha dominado toda a primeira parte. Os ucranianos não queria sair de cena, e durante todo o primeiro tempo foram superiores, tanto que ao intervalo, em vez do nulo, o marcador deveria estar activo para a formação azul e amarela.
Vamos então à 3º ronda de o Jogador "X"
Eriksen é um médio ofensivo com uma técnica bastante acima da média. Possui uma excelente capacidade de passe, visão de jogo e criatividade. Têm deliciado os adeptos do futebol com fintas soberbas, dribles estonteantes, e pormenores simplesmente incríveis. Por onde passa, espalha magia. Extremamente rápido, ágil, e muito forte no drible, faz com que os defesas tenham pesadelos com ele. Têm uma classe e uma maturidade impróprias para um jovem da sua idade, o que o faz comandar o futebol ofensivo da sua equipa. É um assistente de luxo, mas além de assistências, também conta no currículo grandes golos, pois aparece no sitio certo, quer para assistir, quer para finalizar. É um autentico malabarista com a bola nos pés.
À entrada para este jogo, e prevendo a vitória italiana, a Croácia necessitava de vencer, enquanto que à Espanha bastava não perder. Ainda assim, os croatas não entraram decididos no jogo, sendo que a primeira parte foi de controlo espanhol. Sim, o domínio era espanhol, mas nostros hermanos não forçaram muito. Porém, a segunda parte trouxe uma Croácia atrevida e ofensiva, talvez porque no outro encontro a Itália já vencia, e assim sendo eles estavam fora. Claro que a posse de bola da Espanha foi avassaladora, mas foi a Croácia quem dominou e teve as melhores oportunidades de golo. Todavia, Casillas foi enorme, e os espanhóis bem podem agradecer a ele a manutenção no Euro. A ele, e ao Senhor Wolfgang Stark, e consequentemente, ao do costume ... o Monsieur Platini. O árbitro do encontro negou duas grandes penalidades claras à Croácia, provavelmente por falta de nome. Já perto do final, a selecção de Steven Bilic nada tinha a perder e balanceou-se no ataque, deixando espaços. Espaços estes que foram aproveitados pela selecção espanhola que mesmo ao cair do pano, num lance polémico, o recém entrado Jesus Navas inaugurou o marcador e selou a passagem aos quartos do final.
A Alemanha fez o pleno. A equipa de Joachim Low bateu a Dinamarca por 2-1, num jogo onde deu ideia que se os alemães acelerassem, pouco os dinamarqueses podiam fazer. Foi um jogo de nervos, com alguns momentos de equilíbrio, mas com a Alemanha a conseguir uma vitória justa. Vitoria esta que começou a ser construída ao minuto 19. Lukas Podolski, na sua 100º internacionalização (sendo o jogador mais novo de sempre a conseguir este marco) recebeu uma bola atrasada na área, e não perdoou, fazendo o 1-0. Todavia, os pupilos de Olsen voltariam a colocar tudo empatado cinco minutos depois. Krohn-Dehli, após assistência de Bendtner, colocou tudo empatado outra vez. O golo que iria fechar as contas no marcador aconteceu a 10 minutos do final. Bender isolado, não desperdiçou e deu a vitoria à sua selecção.